sábado, 23 de novembro de 2013

25 de Novembro Dia Internacional de Luta Contra Violência à Mulher.


VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
O dia 25 de Novembro foi eleito como o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, em homenagem às irmãs revolucionárias Mirabal Patrícia, Minerva e Tereza, presas, torturadas e assassinadas em 1960 a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo. É importante ressaltar que a discussão acerca dos direitos e da violência cometida contra as mulheres é de interesse (ao menos deveria sê-lo) para que todos nós, homens e mulheres, reflitamos sobre o tratamento que a sociedade tem dispensado às mulheres.
Afinal, os dados sobre a violência contra as mulheres são alarmantes: a cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil. Este dado é chocante, ainda mais quando estamos falando a respeito da maioria da população brasileira que é composta pelo sexo feminino.
Destes casos de agressão, 70% deles ocorrem dentro de casa, o que faz com que se retome a discussão de nossos papéis enquanto pais, homens e mulheres, na formação de nossa sociedade.
O Rio Grande do Sul, é um exemplo em termos de denúncias contra este tipo de violência. Temos aqui o maior índice de denúncias do Brasil. Dado alarmante por um lado, mas positivo por outro, porque demonstra que a as mulheres gaúchas têm se calado menos diante desta barbárie.
Não silenciar é a única maneira que encontramos de dar um basta neste grave problema. Para se ter uma ideia da dimensão deste silêncio, estima-se que somente 10% das mulheres brasileiras vítimas de violência promovem a denúncia. As 300 delegacias especializadas no país atendem a menos de 10% das vítimas de violência doméstica.
Outro dado relevante é o processo de feminização da pobreza pelo qual a sociedade mundial está vivendo: segundo estudo da ONU, as mulheres representam 70% da população pobre do planeta, realizam 70% das horas de trabalho e recebem apenas 10% dos rendimentos. A pesquisa revela também que 27% das mulheres possuem filhos menores de 18 anos e a maioria delas (60%) não recebe pensão regular do pai.
No Brasil, a situação é dramática: temos uma população de 86 milhões de mulheres, que representam 53% da força de trabalho do país, no entanto, essas trabalhadoras recebem 69% dos salários que normalmente são pagos aos homens e apenas 17% delas têm carteira de trabalho assinada, e são chefes de família de 32% dos lares brasileiros.
A dignidade e a igualdade da mulher é um ideal democrático que nenhum homem esclarecido poderá negar, e do qual nenhuma mulher de coragem haverá de abrir mão.
Para finalizar, um pensamento de Jack London: O Homem é o único animal que se diferencia dos demais por agredir as suas fêmeas.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO BRASIL
Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (Holanda), que pesquisou a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54 países, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência doméstica;
A cada 4 (quatro) minutos uma mulher é agredida em seu próprio lar, por urna pessoa com quem mantém uma relação de afeto;
As estatísticas disponíveis e os registros nas Delegacias Especializadas de Crimes contra a Mulher demonstram que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa e que o agressor é o próprio marido ou companheiro;
Mais de 40% das violências resultam em lesões corporais graves decorrentes de socos, tapas, chutes, amarrações, queimaduras, espancamentos e estrangulamentos; O Brasil é o país que mais sofre com a violência doméstica, perdendo de 10,5% do seu PIB (Produto Interno Bruto); porém, a cada 15 segundos, uma mulher é agredida ou espancada no Brasil. Estima-se que, por ano, 2,1 milhões de brasileiras sejam vítimas de violência, praticada em 70% dos casos pelo próprio marido ou companheiro, dentro de casa. Os dados, da pesquisa “A Mulher Brasileira nos Espaços Público e Privado”, realizada em 2001 pela Fundação Perseu Abramo com 2,5 mil entrevistadas, trazem à tona situações muitas vezes encobertas pelo manto do silêncio, do medo e pela impunidade dos agressores.
POSICIONAMENTO BÍBLICO
Como a Bíblia não trata deste assunto diretamente, mas concerteza nos traz alusões bem práticas tomaria por base os seguintes textos:
Juízes 19 – 20 (a história do Levita e sua Concubina).
Juízes 19: 20-30 (a história do Levita e sua Concubina).
Colossenses 3: 19 – (A mulher como a parte mais frágil).
Mateus 19 – (Acerca do divórcio, Jesus fala tais palavras principalmente para proteger as mulheres da covardia dos homens).

Pr. Narciso Montoto.
Sola Gracia!

2 comentários:

  1. Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
    é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
    Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
    Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog. Minhas saudações.
    Sou António Batalha.

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  2. Estou a tentar visitar todos os seguidores do Peregrino E Servo, pois por uma acção do google meu perfil sumiu e estava a seguir o seu blog sem foto e agora tive de voltar a seguir, com outra foto. Aproveito para deixar um fraterno abraço e muita paz e saúde.
    António Jesus Batalha.

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