sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Jesus de Nazaré: Um Ensaio Histórico e de Fé.



A muito o mundo debate sobre a real existência de Jesus Cristo, porém, já que, a história assevera sua real existência o debate se debruça nos fatos que realmente aconteceram, enquanto os proponentes da fé alegam que além de Jesus ser homem ele também era Deus, muitos cientistas, filósofos e historiadores não cristãos procuram separar o homem Jesus do mito que fez de Cristo o que ele é, tais pesquisadores tentam separar Jesus das “memórias fantásticas”, segundo eles.

Como cristãos devemos atentar para o fato de que Jesus além de ser Deus possuía características pertencentes à raça humana, tudo isto devido a sua encarnação, portanto ao mesmo tempo em que demonstrava poderes pertencentes a sua divindade, ele também poderia demonstrar fraquezas físicas (como doenças), emocionais (como desapontamentos) dentre outras que fazem parte do ser humano como um todo. Devemos, entretanto, asseverarmos que Jesus como Deus-homem podia e foi tentado pelo pecado, porém, como Deus Santo não poderia jamais cometer pecados os quais todos os seres humanos cometem no decorrer da vida.

Mas, a discussão acadêmica a que nos ateremos gira em torno de Cristo e de sua verdadeira natureza. Muitos procuram a todo custo separar o homem Jesus de sua divindade a qual é promulgada pelos cristãos, enquanto outros defendem com unhas e dentes a divindade de seu Senhor.

Nos Evangelhos nos deparamos com relatos tanto do Jesus Histórico, quanto do Jesus da Fé. Podemos dizer que os Evangelhos são pequenas biografias sobre Cristo e sua obra salvífica na terra, mas para aqueles que defendem Jesus como um homem simples que morreu como malfeitor sem marcar sua sociedade positivamente e que posteriormente tornou-se um ícone mundial reverenciado por bilhões de seguidores, os Evangelhos não passam de uma tentativa absurda dos seguidores de Jesus em torná-lo um mito religioso conferindo ao mesmo divindade.

Já citamos aqui que não há dúvidas históricas sobre a real existência de Jesus, já que existem alguns registros históricos além dos Evangelhos que são dignos de confiança como os relatos do historiador Hebreu Flávio Josefo e do Romano Cícero. Então, porque muitos questionam acerca da divindade de Jesus?

Sabemos que muitos possuem repulsa por tudo que se denomina religião, mas muitos daqueles que aceitam Jesus como apenas um homem tendo-o também como um grande líder, os tais procuram juntar os fatos históricos do primeiro ao terceiro século para construir uma tese de que Jesus nunca se autonomeou como um ser divino e de que tal título lhe foi conferido pelos seus discípulos que precisavam dar continuidade após sua morte aos seus ensinamentos e aspirações. Para tais proponentes, os discípulos de Jesus miraram uma oportunidade para revoltar os judeus contra o império romano demonstrando por meio de falácias fantasiosas que o homem que havia sido morto pelo império e pelos lideres judaicos na verdade era o Cristo prometido, e que agora não estava mais morto, pois o mesmo havia ressuscitado e sido elevado aos céus sendo restaurado a sua glória divina. Tudo isto conduziu Jesus ao posto de divindade, a principio para aqueles que o seguiam e após alguns séculos como Deus único do império.

Para crermos não necessitamos de provas, já que, a verdadeira fé jaz naquilo que sentimos, pensamos e provamos. Mas, diante de diversas provas escriturísticas podemos asseverar que mesmo antes da formulação dos Evangelhos Jesus era tido por seus seguidores e por muitos que o acompanharam em vida como o Messias Prometido, e como Messias ele deveria possuir divindade, já que, como filho de Deus e possuidor de sua essência também possuía o título divino, não como semideus, mas como o Deus autêntico. Também não podemos aceitar quando eles falam que Jesus nunca se apresentou como Deus, devemos lembrar que quando Cristo ressuscitou e se encontrou com seu discípulos, houve a seguinte pergunta: “Quando nos apresentará o Pai?” e Jesus respondeu: “Estou a tanto tempo convosco e não me reconheceis”. Também devemos recordar as palavras de Tomé: “Senhor meu e Deus meu”. Sem contar as próprias palavras de Jesus: “Eu e o Pai somos Um”.

Portanto, ressaltamos que não podemos de forma alguma dissociar Jesus homem do Cristo da fé, ele não foi apenas homem e sim Deus-homem, a história corrobora que Jesus foi um ser extraordinário e seus seguidores aceitam e apregoam sua divindade. Os discípulos não inventaram meras falácias, mas guiados pelo Espírito Santo relataram em seus Evangelhos a mais pura verdade sobre Cristo, Verdade esta que conduz os homens até Deus. Doravante, sem história não há Jesus e sem Jesus não há história, Ele é o marco da História a história está dividida em antes e depois Dele, e foi este homem que era o Cristo que mudou nossa história para sempre dando o direito a todo àquele que Nele crê de ser chamado filho de Deus. .

Soli Deo Gloria!
Pr. Narciso Montoto – Presidente da Missão Teologar.

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