sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A Universalidade da Igreja Invisível: Desfacelando Paradigmas Denominacionais.




Como indivíduos, muitas vezes percebemos a Igreja como a instituição física a qual vemos e participamos, porém, não podemos resumir a noiva de Cristo a estas instituições, pois a verdadeira Igreja do Senhor é composta por todos os eleitos ou cristãos, como queiram chamar, de todos os tempos. Diante disto trataremos acerca da Igreja invisível de Cristo, Igreja esta que não está presa a nenhuma instituição humana, pois pertence a Cristo não havendo espaços para contendas e dissenções entre as mesmas.

Durante séculos temos contemplado discrepâncias não apenas teológicas, mas, sobretudo no modo de lidar com outras instituições cristãs autênticas que não sejam as suas próprias. Não precisamos ir muito além aos anais da humanidade, em pleno século XXI contatamos a enorme desunião existente entre igrejas que se denominam genuinamente evangélicas. Tais Igrejas não conseguem abrir mão de seus inúmeros preceitos humanos, que, diga-se de passagem, “são fruto de seus próprios conceitos”, em prol de algo maior, a saber, o reino de Deus. Os mesmos não conseguem vislumbrar que todos somos um só corpo e que pertencemos a Cristo. Muitas instituições religiosas evangélicas se olvidaram do caráter universal e invisível da Noiva do Cordeiro, muito disto se deve ao fato de que muitos lideres passaram a capitalizar a fé, portanto o que se tem valor não é mais unir forças para fazer o Reino de Deus crescer, mas apenas seus próprios desejos e anseios. Infelizmente, perdemos a noção de unidade cristã.

Não queremos de forma alguma unificar todas as instituições evangélicas, muito menos fazer com que tais instituições percam suas características doutrinárias e pessoais, entendemos que o reino de Deus é compostos por diversidades tanto culturais quanto intelectuais, porém não podemos nos esquecer que todos nós independentemente da denominação a que pertencemos fazemos parte do corpo de Cristo e como tal devemos nos unir em prol do Reino de Deus, possuindo assim não apenas cooperação mútua mas também comunhão.

A Igreja esta fundamentada na pedra angular que é Jesus Cristo, Ele é a sua Cabeça, ou seja, seu Líder maior. Muitas vezes ficamos presos por nossas crenças pessoais, pelo ensino que recebemos de nossos lideres e instituições e acabamos por não perceber que existem mais aspectos que nos unem do que aspectos que nos separam. 

Fazer parte de uma denominação é possuir uma identidade, é assumir certas posturas que corroborem com o credo que você segue, mas isto não pode servir de empecilho para o intercâmbio com outras denominações distintas da sua. Um dos principais preceitos do cristianismo é a comunhão entre irmãos e quando não existe isso a Igreja fica fragmentada perdendo muito do seu potencial, pois como já diz o provérbio de Salomão “o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” (Eclesiastes 4.12).

É este espírito de união e comunhão que deve, de uma vez por todas, quebrar paradigmas denominacionais, somos um só povo, o povo escolhido de Deus. Apesar das diferenças devemos nos amar como Cristo nos amou e cooperar em certos momentos para que possamos glorificar o nome de Deus juntos. Devemos lançar mão da compreensão uns para com os outros, lutando assim para que o Reino de Deus prospere na terra de forma digna e salutar.

Recordemos que na Nova Jerusalém não existirão placas denominacionais, mas sim, a Igreja invisível e imaculada do Cordeiro de Deus, a saber, Jesus Cristo. É nosso dever vislumbramos o futuro e tentarmos realizá-lo em nosso presente, que não venhamos mais ficar apegados ao denominacionalismo, mas que possamos nos apegar a Cristo resgatando a noção de unidade que deve existir em nosso meio.

A união faz a força, e unidos podemos mais. Temos por missão pregar o evangelho sendo sal e luz para os que estão em trevas, portanto devemos começar a transformar nossa mentalidade e resgatarmos o espírito que havia na Igreja em seu princípio. Todos somos irmãos, somos servos de Cristo, todos possuímos a comissão de fazer discípulos e acima de tudo possuímos o dever de amar a Deus acima de todas as coisas e o dever de amar o próximo como a nós mesmos. Quebre os paradigmas e comece a fazer parte da verdadeira Igreja, a saber, a Igreja Invisível de Cristo Jesus.

Soli Deo Glória!
Pr. Narciso Montoto.

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