quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Intuito Verídico da Pregação Bíblica.


Será que em dias hodiernos a pregação bíblica tem de fato observado seu verdadeiro objetivo? Qual é, portanto, o verdadeiro objetivo da exposição bíblica? Afinal, tanto preletores quanto ouvintes sejam eles cristãos ou não têm conseguido perceber o real propósito da Palavra de Deus que se encontra na Bíblia?

Constatamos com o passar dos anos que os homens procuram sempre colocar o ser humano como o centro do universo. Podemos utilizar tal avaliação também para os cristãos. Já que, os tais por falta de zelo ou instrução adequada no que concerne a uma interpretação adequada da Bíblia sagrada acabam por priorizar o ser humano ao próprio Deus. Aqui, caímos no celebre confronto construído pela humanidade “Deus X Homem”. Doravante, de um ponto de vista bíblico qual o verdadeiro propósito da pregação?

Temos que observar que a Bíblia é um livro inspirado escrito para os seres humanos, com o intuito dos mesmos observarem o amor e a graça de Deus. Porém apesar disto a Bíblia não possui por cerne o antropocentrismo, mas do começo ao fim seu objetivo é totalmente teocêntrico. A palavra de Deus é voltada para os homens com o intuito de revelar-lhes a glória imensurável de Deus apresentada através de Cristo Jesus.

O âmbito cristão evangélico tem passado por transformações que estão longe de chamarmos de uma mudança salutar, já que, sem perceber estamos destronando Deus de nossas pregações colocando como cerne das mesmas o ser humano. A exposição bíblica autêntica tem sofrido bastante, pois em raras exceções ela é observada da forma adequada. Quantas vezes em nossos cultos diários ou semanais temos escutado pregações que falam da obra salvífica de Cristo em nosso benefício? Quantos de nós ouvimos mensagens que fale da vida eterna ou da esperança que o crente deve nutrir em Cristo Jesus? Quanto tempo faz que não comtemplamos mais pregações que falam do sofrimento e tribulação que o crente deve estar apto a enfrentar?

É difícil respondermos tais perguntas, pois já nos acostumamos a um Evangelho “light”, por que não dizer falso, já que, falta tudo o que o verdadeiro Evangelho ensina ao cristão autêntico. Habituamo-nos a pregações que nos ensinam a não sofrer, a sermos vencedores, preleções que em nenhum momento nos faz recordar do que o verdadeiro cristianismo é constituído, para isto devemos resgatar o verdadeiro intuito da pregação.

Sabemos que a bíblia possui três funções que são: exortar, consolar e edificar. Porém, o seu verdadeiro personagem, jaz em Cristo Jesus. Cristo é apontado no Antigo Testamento como aquele que viria para salvar a humanidade de seus pecados, enquanto, no Novo Testamento o mesmo se torna de fato o Salvador daqueles que creem. Devemos neste ponto asseverar que o intuito principal da Bíblia é revelar Cristo como ele é, não apenas aos perdidos, mas também para todos aqueles que professam a fé cristã.

Como um livro histórico Atos dos apóstolos nos ensina sobre este caráter cristocêntrico da pregação nos sermões de Pedro: Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos; ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela” (Atos 2.22-24). Percebemos que o caráter da exposição de Pedro repousa apenas em Cristo.

Que diremos acerca do apóstolo Paulo, o mesmo por meio de suas epistolas sempre procurou ensinar os cristãos a andarem no caminho para o qual Cristo os chamou. Paulo exortava, consolava, edificava e animava a fé daqueles que confessavam a fé cristã. Porém, devemos perceber que em tudo Jesus era o cerne principal de sua pregação e ensino.

Que nós como pregadores, servos, ouvintes e discípulos de Cristo possamos resgatar uma pregação salutar que prepare os cristãos para as dificuldades da vida. Devemos perceber o real valor das Sagradas Escrituras, e voltarmos a tratar assuntos bíblicos esquecidos ou utilizados em algumas ocasiões distintas, Cristo é Senhor e sempre será.

Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra(2ª Timóteo 3.16-17).

Soli Deo Gloria!
                                                                        Pr. Narciso Montoto.

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