sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Pregadores Mercenários - Segunda Parte.


Diante tudo aquilo que reportamos na primeira parte deste artigo é cabível voltarmos agora nossa atenção para o segundo grupo de pregadores aos quais consideramos como mercenários da palavra de Deus, a saber: aqueles que se sentem estrelas ousando cobrar caches absurdos para pregarem ou palestrarem em Igrejas.

A partir do século XX a igreja evangélica brasileira começou a ter uma expansão sem igual em nosso país, vemos isto com bons olhos, já que, a obra de Deus tem que se expandir por todos os lugares não apenas de nosso Brasil, mas, em todos os continentes na face da terra. Com a facilidade de informação conquistada principalmente pela mídia televisiva e informatizada, tornou-se mais fácil o intercambio entre igrejas da mesma denominação ou de denominações diferentes. Esta divulgação em massa fez com que surgissem os denominados pregadores pop stars (aqueles que são reconhecidos como indivíduos cheios da “unção de Deus”, que conduzem multidões para Igrejas e congressos, sem contar uma eloquência fora do comum).

Não há problema algum em homens ou mulheres de Deus ser reconhecidos nacionalmente como verdadeiros paradigmas cristãos. Mas com o passar dos anos começou-se a perceber que isto poderia ser muito lucrativo não apenas para as igrejas, mas principalmente para os pregadores. Foi aí que a coisa começou a desandar e a desagradar a Deus certamente. Voltamos a repetir que o trabalhador é digno de seu salário, mas a bíblia não deve servir como veículo de enriquecimento para ninguém, pois aquilo que recebemos de graça deve ser dado de graça. O problema jaz na cobiça e orgulho de alguns homens, que agora passaram a pregar com objetivos meramente financeiros.

Tais pregadores muitas vezes cobram caches, é isto mesmo caches, exorbitantes para pregarem em Igreja e congressos. Pasmem mas para alguns pregadores suas pregações tornaram-se um negócio milionário. Suas pregações variam de 2.000 reais a números que muitos de nós não acreditaríamos. Certa vez constatei pessoalmente um pregador mui famoso no meio pentecostal arrecadar em um congresso de jovens para seu próprio benefício cerca de R$ 60.000, este era o valor de sua pregação. Outra vez contemplei um cantor-pastor mui famoso no âmbito evangélico conclamar a igreja para ofertar, para isto o mesmo antes de passar as salvas depositou nelas cerca de 400 reais que jaziam em sua carteira e um relógio de ouro caríssimo. Tal pregador fez toda esta cena para dispor o coração simples das pessoas para doarem tudo que elas tinham no momento, mas o pior constatei depois ao contemplar no final do culto o pastor da Igreja devolver tanto o dinheiro quanto o relógio que o pregador instantes atrás havia colocado na salva. O que podemos concluir deste fato é que havia um acordo entre pastor e pregador para enganar a fé e a boa vontade das pessoas daquela Igreja.

É de entristecer, mas homens que deveriam servir como paradigmas de humildade, serviço, cumplicidade e amor para com o povo de Deus tornaram-se gananciosos e falsificadores da Palavra, contadores de histórias e enganadores do povo de Deus. Não é de admirar, pois há muito tempo o apóstolo Paulo já nos alertava concernente a isto, falando que nos últimos dias apareceriam homens que mercadejariam a Palavra Santa do Senhor. Será que tudo isto não se tornou realmente um mercado?

Meus amados nossa geração deve ter por missão denunciar, lutar e transformar esta realidade que muitos pregadores fundaram, a saber, mercadejar a Palavra do Senhor. Devemos pregar de forma pura, estando alicerçados nas Santas Escrituras. Diz a Palavra do Senhor: Disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro;... Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (1ª Timóteo 6.5,9-10). Paulo demonstra em suas palavras a realidade que o evangelicalismo do século XXI vem passando, homens apegados ao dinheiro que servem não como paradigmas para a cristandade, mas de vergonha para o evangelho.

Paulo dá também algumas instruções para aqueles que querem fazer a diferença neste meio: Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas (1ª Timóteo  6.11-12). O verdadeiro pregador e homem de Deus é aquele que não serve a dois senhores, a saber, Deus e as riquezas. O seu coração não está aprisionado a cobiça e muito menos a mentira. O seu prazer é fazer a vontade de Deus independentemente daquilo que ganhará em seu benefício. Para ele dar de graça aquilo que recebeu não é um peso, mas uma obrigação que o constrange todos os dias.

Não podemos agir como falsificadores do evangelho, nosso dever é falar não o que agrada aos ouvidos do povo de Deus, nós não pregamos um evangelho antropocêntrico, mas, um evangelho teocêntrico. Nosso papel é alertar nossa geração ante tantas mazelas que vem se alastrando em nosso meio. Que possamos viver uma vida de santidade e de servidão ao nosso Senhor, propagando seu amor e sua graça a uma humanidade que jaz em trevas, não como mercenários, mas como verdadeiros discípulos de Cristo Jesus.

Soli Deo Gloria!
Pr. Narciso Montoto.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pregadores Mercenários - Primeira Parte.


Vivemos no século XXI momentos desconcertantes no que concerne a uma doutrina salutar e ortodoxa bíblica. Temos contemplado Verdadeiras empresas eclesiásticas que têm a cara de pau de denominarem-se Igrejas evangélicas ou protestantes como queiram chamar. Líderes que mais parecem deuses, já que aqueles que os seguem aparentemente ou de fato demonstram uma reverencia demasiada por tais indivíduos. Pregadores que outrora eram paradigmas de simplicidade, humildade e comunhão com Deus, tornaram-se verdadeiros pop stars no meio evangélico sendo dignos até de enriquecerem com a pregação do evangelho. Será que nos esquecemos, ou melhor, que preferimos fechar nossos olhos para aquilo que a Bíblia realmente ensina?

Disse Jesus: E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento (Mateus 10.7-10). Nestes versículos Cristo envia seus discípulos a pregarem o evangelho a nação judaica os incentivando no exercício da fé e dependência em Deus. Cristo dá uma ordem bem clara para eles: deem de graça aquilo que vocês receberam de graça. Quero deixar claro que não somos contra o obreiro receber salário, já que o obreiro é digno de seu salário segundo as palavras de Jesus, porém a Palavra de Deus não pode ser um veículo de enriquecimento ou apoio que permita seus ministros a engodarem o Povo de Deus. Também sabemos da necessidade da Igreja como instituição de possuir receita própria, receita esta que se encontra no bolso de sua membresia, porém o problema jaz na má fé de muitos lideres e pregadores, não apenas daqueles que defendem a doutrina neopentecostal, mas também de muitos outros ministérios denominados cristãos. Fato é que os tais trabalham mais o fator financeiro do que uma vida espiritual salutar dos indivíduos. Devemos estar preparados tanto para o bem quanto para o mal, não podemos servir a Deus apenas por suas bênçãos, mas devemos servi-lo em todas as circunstâncias.

Queremos dividir este problema pós-moderno em duas categorias de falsos pregadores: 1) aqueles que deturpam a Palavra ao seu próprio benefício (engodando o povo indouto) e 2) aqueles que se sentem estrelas ousando cobrar caches absurdos para pregarem ou palestrarem nas Igrejas.

(Esta parte do texto será dedicada exclusivamente acerca do primeiro grupo de indivíduos, quanto ao segundo grupo exporemos o assunto na segunda parte do artigo que publicaremos em breve).

O que falar do câncer denominado teologia neopentecostal? Uns prometem cura outros prosperidade, não há problema em nenhum destes aspectos que, aliás, qualquer ser humano gostaria de possuir, o problema jaz em fechar nossos olhos para os outros pontos de vista bíblicos e que fazem parte da raça humana tanto quanto saúde e riqueza. Tais proponentes da doutrina neopentecostal furtam o direito da Bíblia de dizer apenas a verdade. Os tais encaixam suas ideologias errôneas na Palavra de Deus para engodar a população mais indouta ou desesperada. Não podemos nos esquecer de que o evangelho não fala apenas de cura e prosperidade, mas fala também de sofrimento, morte, miséria, salvação, perseguição, doença dentre outros fatores. Ora, não podemos nos olvidar do que a Bíblia diz: “O que acontece com o injusto também sobrevém sobre o Justo”.

O que me entristece sobremaneira é perceber que ministérios outrora reconhecidos por defenderem a verdade bíblica a todo custo, por medo ou por pura ganância tenham adotado tal doutrina repulsiva com o único intuito de arrebatarem o maior número possível de membros para suas denominações, ou melhor, para seus impérios, afinal de contas, as ovelhas ou o rebanho tornou-se para eles o equivalente a lucratividade financeira.

As Santas Escrituras nos alertam sobre estes pregadores dizendo o seguinte: Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro; e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores (1ª Timóteo 6.3-10). Tais indivíduos corrompem o verdadeiro valor dos aspectos espirituais. Os mesmo preocupam-se apenas com o lucro que obterão nem que para isso tenham que passar por cima das ordens divinas encontradas na Bíblia. Seus corações não estão em Deus e muito menos possuem amor pelo próximo, seu amor é direcionado apenas as riquezas.

Devemos estar em alerta quanto a estes ministérios que municiados de pregadores e lideres distorcem a verdade de Deus em prol de suas metas e objetivos que em muitas ocasiões visam apenas à arrecadação financeira. Por estes motivos considero tais lideres e pregadores como mercenários pelo simples fato de corromperem as Santas Escrituras a seu bel prazer com intuitos perversos os quais visam simplesmente o enriquecimento indevido, já que a Palavra de Deus nunca deve ser utilizada com estes propósitos. O apostolo Paulo nos diz “porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, devemos com isso ficar contentes (1ª Timóteo 6.7-8).

Não devemos com isto ficar desanimados com relação às Igrejas e seus pregadores. Temos sim que ficar atentos aos falsos mestres que deturpam a Palavra de Deus, para isto devemos estar firmados nas Sagradas Escrituras e sermos acima de tudo verdadeiros apologistas bíblicos, não podemos nos calar!

Assim, como Deus preservou 7.000 profetas que não se dobraram a Baal no tempo de Elias, o Senhor preserva verdadeiros lideres e pregadores que se utilizam da Palavra de Deus de uma forma ética e salutar. O apóstolo Paulo no informa em uma de suas epístolas o seguinte: Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento; porque para Deus somos um aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para uns, na verdade, cheiro de morte para morte; mas para outros cheiro de vida para vida. E para estas coisas quem é idôneo? Porque nós não somos falsificadores da palavra de Deus, como tantos outros; mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos(2ª Coríntios 2. 14-17).

O verdadeiro pregador não distorce a Palavra do Senhor em nenhuma hipótese. O verdadeiro pregador não se utiliza da boa vontade alheia para seu benefício. O verdadeiro pregador é aquele que prega, cura, ora, aconselha sem almejar riquezas ou aplausos. Ele sabe que não possui nada de si próprio e que seu dever é entregar de graça aquilo que o mesmo recebeu de graça do Senhor. Não podemos ser falsificadores da Palavra, mas sermos sinceros diante de Deus e das pessoas, este é o nosso ministério.


Soli Deo Gloria!
Pr. Narciso Montoto.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Verdadeira Adoração: Uma Análise de João 04. 19-30.


Quando falamos acerca da verdadeira adoração a Deus sempre nos questionamos: Como devemos adorar a Deus? Quais são os locais mais apropriados de adoração? Existe um paradigma que dirija os métodos de adoração?

Para respondermos estas preguntas iremos analisar as palavras de Jesus sobre este assunto, as quais estão descritas no Evangelho de João. No capítulo quatro de João, o apóstolo nos descreve um cenário no qual Jesus se encontra com uma mulher samaritana e após um breve diálogo ela percebe que estava diante do Profeta de Deus e o questiona acerca do verdadeiro local onde se deveria adorar ao Senhor: “Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.” (João 4.19-20). Devemos aqui remontar aos anais históricos da nação israelita. Lembremo-nos que havia uma rixa histórica entre israelitas e samaritanos, já que os judeus não aceitavam os samaritanos como povo de Deus, pois eles eram uma raça mista (de judeus e gentios).

Diante deste quadro a pergunta da mulher samaritana foi muito pertinente, pois para os judeus o único local de adoração era Jerusalém, enquanto para os samaritanos era Gerizim. Jerusalém era a cidade escolhida pelo rei Davi para ser o local onde ficaria o templo do Senhor, enquanto que o monte Gerizim, foi o local escolhido para ser o local de adoração do reino do Norte que mais tarde viria a ser o local de adoração de uma raça e religião misturada (sincretista), a saber, os samaritanos. Afinal onde devemos realmente adorar?

William Hendriksen em seu comentário do evangelho de João nos diz: “Para Jesus o que importa não é o local de adoração, mas sim a atitude do coração e da mente e a obediência à verdade de Deus, no que diz respeito ao objeto e ao método da adoração” (pp. 224). Portanto o que realmente é importante não é onde devemos adorar, mas como adoramos a Deus e quais os objetivos de nossa adoração.

Após a pergunta da mulher samaritana Jesus, traz a seguinte solução: “Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.” (João 4.21). Que resposta maravilhosa é dada pelo Senhor Jesus àquela mulher. Jesus simplesmente remove todo ar de disputas entre os povos dizendo que chegaria o dia em que os eleitos de Deus não precisariam de nenhum lugar exclusivo para adoração, mas, os mesmos adorariam ao único Deus (por meio de Cristo Jesus) da igreja universal (“Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” – Mateus 18.20).

Finalmente no versículo vinte e três Jesus dá as diretrizes de como devemos adorar a Deus: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4.23). Neste versículo Jesus enfatiza dois aspectos essenciais para a verdadeira adoração, em primeiro lugar ele deixa bem claro que a adoração a Deus não está restrita a lugares específicos (João 4.21), e em segundo lugar tal adoração é operada no âmbito da verdade e do conhecimento autêntico de Deus (conhecimento este que é derivado de sua revelação especial, a saber, Cristo Jesus – João 4.22).

Para Willian Hendriksen a adoração em espírito e em verdade têm por significado honrar a Deus de tal maneira que todo nosso ser entra em ação, sendo que esta adoração deve estar norteada e em plena harmonia com as sagradas Escrituras. (Comentário de João, pp. 225).

Percebemos um grande equilíbrio proposto por Cristo nestas palavras, onde a adoração a Deus não deve ser movida apenas pelo lado espiritual e menos ainda pelo lado racional. Deve haver um equilíbrio absoluto destas duas esferas: o espiritual e o racional (uma adoração direcionada pelo pleno conhecimento bíblico). Devemos nos lembrar das palavras de nosso Mestre que os verdadeiros adoradores adoram a Deus em “espírito” e em “verdade”.

Em dias hodiernos muitos de nós pensamos que adorar a Deus é ir para a igreja e no momento de louvor fechar nossos olhos, erguer nossas mãos, derramar lágrimas e etc. Não queremos dizer que tudo isto é ilícito, pelo contrário queremos alertar que tudo isto é em vão se o fizermos da boca para fora (ou seja, por mera aparência ou emocionalismo). Devemos adorar a Deus em completude de vida e não em raros momentos.

Por mais que vivamos no mundo físico, devemos estar atentos que também vivemos no mundo espiritual, pois Deus é Espírito. Somos apenas peregrinos nesta terra, daí devemos nos desapegar das futilidades desta vida e andarmos em sintonia com as coisas espirituais. Porém, perceba que não podemos fazer isto de qualquer maneira, não se olvide da razão que Deus lhe deu e que existem normas para a verdadeira adoração, sendo que a principal delas é nortear-nos por meio das Sagradas Escrituras.

O véu do templo se rasgou, não precisamos mais de sacerdotes humanos que nos levem até Deus, não precisamos mais de sacrifícios para alcançar o perdão de nossos pecados. Jesus nos libertou do império das trevas e hoje somos livres para adorá-lo não apenas com nossos louvores e pregações, mas principalmente com nossas vidas.

Soli Deo Gloria!
Pr. Narciso Montoto.

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