terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Igreja, Templo ou Comunidade?

O que podemos falar sobre a Igreja? O que é realmente a Igreja para nós? Tais perguntas são difíceis de responder para muitos que não se engajam num estudo salutar das Sagradas Escrituras. Então o que a Bíblia discorre acerca deste assunto? O que é realmente a Igreja?

Primeiramente devemos observar o que os membros de nossas igrejas ponderam sobre este assunto. Percebemos que no decorrer dos anos muitos irmãos veem tratando a Igreja como o local onde os mesmos se reúnem para cultuarem a Deus. Os mesmos tomam os templos nos quais se reúnem como a Igreja do Senhor. Tais indivíduos muitas vezes não percebem que estão cometendo uma garfe teológica quando descrevem em suas mentes o Templo construído por mãos humanas como a Igreja de Cristo. Assim como muitos outros ensinamentos judaizantes que tem solapado os ensinamentos neotestamentários, esta noção de Igreja como o templo torna-se mais um, neste pseudocristianismo que enfrentamos em nossos dias.

A ideia de Igreja como templo físico foi tomada erroneamente pelos neopentecostais e judaizantes de nossa época do Antigo Testamento. O Antigo Testamento começa a partir de Êxodo a mostrar um local de adoração para o povo judaico através do tabernáculo e mais tarde por intermédio de Salomão um templo suntuoso para servir como local de adoração para o povo israelita. Tanto o tabernáculo quanto o templo de Salomão eram vistos pelo povo como o local onde Deus habitava e como o único local de adoração ao Senhor. Daí a ideia pós-moderna dos judaizantes e neopentecostais de se tomar o templo como a Igreja de Cristo Jesus. Mas, o que Jesus diz a este respeito?

Jesus em seu ministério terreno tinha também como missão desbaratar tanto os falsos ensinos quanto as más interpretações acerca do Antigo Testamento, é aí que entra o Novo Testamento como a verdadeira interpretação do Antigo. Certa feita Jesus Cristo disse: “Destruirei este santuário, e em três dias eu o reconstruirei” (João 2.19; Confira também - Mateus 26.61 e Marcos 14.58). Jesus começa de forma sutil a demonstrar que um templo construído por mãos humanas não possuía grande relevância para Deus, já que, Deus não habita em templos construídos por mãos humanas (Deus não pode ficar recluso a um único ambiente, pois Ele é espírito), este texto diz respeito primariamente sobre a morte e ressurreição de Cristo, mas também demonstra a real improtância do corpo como templo e morada de Deus . Em outro momento quando Jesus se encontrou com a mulher samaritana ele disse: “Mulher pode crer-me que a hora vem, quando nem neste monte (Gerizim), nem em Jerusalém (templo) adorareis o Pai” (João 4.21). Jesus foi questionado pela mulher samaritana onde se deveria adorar a Deus, qual seria o local adequado, Jesus simplesmente diz que chegaria um dia em que poderíamos adorar a Deus em qualquer lugar, pois segundo suas palavras: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18.20).

Mas não foi apenas Cristo Jesus que não deu demasiada importância aos templos, o apóstolo Paulo disse: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1ª Coríntios 3.16-17). De uma vez por todas o apóstolo nos revela que nós é que somos o verdadeiro templo onde Deus por meio do Espírito Santo habita. Portanto os templos construídos por mãos humanas nunca foram e nunca serão a habitação de Deus, e se não são a habitação de Deus não podem ser a Igreja de Jesus Cristo. Mas, então, o quê ou o que é a Igreja?

Agora que estamos conscientes que não podemos chamar nossos templos de Igreja no verdadeiro sentido da palavra (os mesmos não passam de um local onde a congregação que é a verdadeira Igreja se reúne para cultuar ao Senhor- porém podemos chamá-los assim como instituição pois a verdadeira Igreja se reúne ali), devemos compreender que a Igreja do Senhor Jesus é a reunião de seus eleitos para adorá-lo e fazer sua vontade, já que somos o templo e morada do Espírito Santo de Deus. O apóstolo Paulo trata a Igreja como uma comunidade unida onde não deve haver espaços para privilégios individuais, pois somos um só corpo e como tal dependemos uns dos outros. A bíblia diz: “Ele (Jesus) é a cabeça do corpo, da Igreja” (Colossenses 1.18a). Este texto deixa claro que Cristo é o supremo líder e dono da Igreja. Concernente a Igreja em si, Paulo nos diz na epístola aos Coríntios: “Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1ª Coríntios 12.24b-26). O apóstolo quer ensinar a Igreja do Senhor que devemos viver realmente como uma comunidade, onde não deve haver espaços para vanglória e individualismos, mas devemos cultivar o altruísmo uns para com os outros.

Quando recordamos a enorme diferença que existe entre a Igreja dos três primeiros séculos para com a Igreja pós-moderna vemos o quanto nos distanciamos das Sagradas Escrituras. Numa sociedade que valoriza em demasia os bens materiais, os cristãos ocidentais já se acostumaram a cultuar a Deus em templos suntuosos e confortáveis que parecem mais com mansões. Será que esquecemos que Deus não necessita de tanta pompa e luxo? Será que nos olvidamos que Deus não se importa com os lugares em que Ele está sendo adorado? Em contraposição se esquecem de que a Igreja é formada pela congregação e que nosso dever é sofrer com os que sofrem e se alegrar com os que se alegram. Damos muitas vezes mais importância às coisas fúteis desta vida e nos olvidamos daquilo que é mais importante como, a cumplicidade entre pessoas.

Lembremo-nos de nossas origens. A Igreja foi fundada através do sacrifício de Cristo. Nossos irmãos nos três primeiros séculos devido à perseguição cultuavam a Deus em cavernas, cemitérios e nas casas uns dos outros, sem contar o risco de morte que corriam apenas por denominarem-se cristãos. Portanto, Deus não está nem aí para templos suntuosos, pois eles não são a Igreja. Jesus ama e se preocupa com sua noiva, a saber, sua Igreja que é formada pela comunidade de seus eleitos.

Soli Deo Gloria!
Pr. Narciso Montoto.
                                                                                                                                               

sábado, 14 de janeiro de 2012

Pastores, Líderes ou Dominadores?

Vivemos dias sombrios no que concerne a muitos que se chamam de líderes cristãos. Temos contemplado todos os dias templos cristãos sendo abertos não por direção divina, mas por mero orgulho e ganância dos homens. Meu intuito aqui não é falar sobre a abertura desenfreada de templos e ministérios cristãos, mas alertar a cristandade a respeito de seus líderes, trazendo o verdadeiro conhecimento por meio das Sagradas Escrituras do comportamento de um verdadeiro líder cristão em contraposição dos falsos líderes que tomam por título o nome de pastores com um único intuito: dominar completamente a vida daqueles que estão sob seus cuidados espirituais. 
Existe um grande abismo entre muitos que lideram igrejas para com o paradigma de Cristo e dos apóstolos. Pastores que se acham no direito de conduzir a vida das pessoas a seu bel prazer. Homens cheios de carisma e boa oratória que nos seus devaneios se utilizam da Palavra de Deus para justificar suas estrapolações. Os mesmos amam a bajulação de seus membros, amam ser adorados e reverenciados por suas ovelhas. Acham-se no direito de gritar com as pessoas. Fato é que muitos que são membros de Igrejas se olvidaram que existe apenas um que é digno de louvor, adoração e veneração, a saber, Deus. Elas põem uma autoridade demasiada sob a vida de seus líderes, como se eles fossem literalmente vigários (substitutos) de Cristo na terra. Os falsos líderes corrompem a verdadeira pregação do evangelho se adequando ao que o povo quer e não a vontade divina. Os mesmos mentem, são falsos com as pessoas, só pensam neles mesmos, impõem suas vontades não levando em consideração a opinião dos outros e muito menos a apreciação divina retratada na Bíblia. 
O mundo está repleto de pastores que dominam suas ovelhas emocional, financeiro e psicologicamente, e quase sempre estas atitudes trazem consequências catastróficas. Tais pastores ao invés de ensinarem a Bíblia e sua visão que esta centrada em Jesus Cristo impõe sobre seus liderados a sua própria visão pessoal de mundo. Suas visões na grande maioria das vezes são seguidas cegamente pelos membros de suas igrejas, afinal de contas é o “pastor” que detém os oráculos divinos, portanto acham eles que não podemos questionar suas decisões. Tudo isto se deve a uma má interpretação do versículo bíblico que nos diz para honrarmos nossos pastores, mas está longe de cogitação ter que aceitar tudo o que o líder faz ou fala, pois a Palavra de Deus que se encontra na Bíblia Sagrada deve ser nosso único manual de regra de fé e prática. 
O apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos diz: “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1 Pedro 5.1-4). O apóstolo Pedro nos concede diretrizes importantíssimas que devem conduzir os líderes cristãos no seu tratar com o rebanho de Deus: 1) ter cuidado dele não por força, mas voluntariamente (não devemos ser pastores por obrigação ou necessidade de dinheiro e reconhecimento, mas devemos ser pastores por vocação), 2) não ser ganancioso, 3) não dominar a igreja (os pastores não são os donos da igreja, são apenas servos a serviço de seu verdadeiro dono, a saber, Jesus Cristo) e 4) ser servo tanto de Deus quanto dos homens. 
O verdadeiro líder cristão é aquele que serve a Cristo e não a ele mesmo. Ele é humilde e solicito. Ele toma por paradigma a seu Mestre e procura colocar em prática os ensinamentos de Cristo, pois assim diz as Escrituras: “... Aqueles que me servem não são assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lc 22.26 – Ênfase do autor). Nesta Perícope os discípulos arrazoavam qual deles deveria ser o maior ou o mais importante no Reino de Deus, é aí que Jesus quebra com os paradigmas do mundo que jazem no status e jactância dos homens mostrando através de suas palavras que para ser o maior no Reino de Deus deveríamos ser os menores no mesmo, já que Jesus sendo Deus não veio ao mundo para ser servido, mas para servir. 
Tomando como paradigma a Jesus, notamos que o verdadeiro líder cristão não tem como metas pessoais ser reconhecido por seu trabalho aos olhos dos homens, não almeja por riquezas e muito menos por status social, ademais não se coloca acima das ovelhas do Senhor como se fosse superior ou mais importante do que elas. Percebemos que o verdadeiro líder é um individuo temente a Deus e que procura acima de tudo colocar em prática o altruísmo sendo o seu desejo não ser servido pelas ovelhas, mas o de servi-las. 
O verdadeiro pastor não é aquele que vive expulsando as ovelhas do aprisco quando as mesmas não concordam com sua visão de mundo ou com suas colocações, mas é aquele que deixa noventa e nove ovelhas no aprisco para buscar aquela que fugiu. O verdadeiro líder é aquele que direciona através de palavras que edificam e não aquele que impõe sua vontade. O líder autentico constituído por Deus é aquele que não se faz o cerne da Igreja, mas que delega funções entre suas ovelhas confiando nas mesmas, pois Cristo é o verdadeiro e único Cabeça da Igreja. 
Que possamos saber distinguir aqueles que procuram glória para Deus e o fazem Seu guia daqueles que procuram glória para si mesmos. Todos somos ovelhas de Cristo, mas não nos esqueçamos de que existem os verdadeiros e falsos líderes cristãos. Não se deixe engodar por belos discursos e pela falsa espiritualidade, firmem-se nas Sagradas Escrituras, pois apenas ela pode nos direcionar. O verdadeiro líder preocupa-se com suas ovelhas, as ama, as admoesta e procura acima de tudo ensinar-lhes o que Cristo os ensinou. Honrem seus pastores, mas não se olvidem que honrar não significa segui-los cegamente. 
Soli Deo Gloria!
Pr. Narciso Montoto.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Segunda Parte – A Obra Salvífica de Cristo: Expressão de Amor por seus Eleitos.

Doravante a todo o conteúdo exposto na primeira parte deste artigo, compreendemos que para muitos tal doutrina pode ser inconcebível, não através de argumentação bíblica, mas por meras conjecturas e suposições que têm como ponto de partida um racionalismo centrado no Homem (antropocentrismo) e não em Deus (teocentrismo).

Muitas objeções são levantadas contra a doutrina da expiação limitada. O que podemos dizer a respeito das afirmações bíblicas de que Jesus morreu em favor do “mundo”? Tais afirmações devem sempre ser comparadas a outras proposições bíblicas, já que, a bíblia se explica por ela mesma e nela não existem discrepâncias. Quando colocamos tais passagens em contraste com outras nas Escrituras, percebemos que as mesmas nos declaram de forma bem específica por quem Jesus morreu. Afinal, o que significa o termo mundo nas santas Escrituras? Há consenso entre muitos estudiosos da Palavra que o termo grego para mundo quando se refere à salvação não diz respeito à humanidade como um todo, mas o termo reporta-se à inclusão na salvação de tribos, raças e nações. Cristo não é Salvador apenas de judeus, mas de pessoas de todas as línguas, raças e nações que foram eleitas por Deus. Portanto, cremos que a expiação tem implicações para todo o mundo, mas com isto não queremos dizer que cada indivíduo do mundo será salvo, pois isto é privilégio dos eleitos de Deus.

Outros indivíduos vociferam contra a doutrina da expiação limitada, por acharem que a mesma aniquila com a grandeza de Deus e a obra salvífica de Cristo. Na realidade são seus pressupostos racionalistas e antropocentristas que aniquilam e desvalorizam a obra da expiação, já que é Deus quem deve se render aos desejos daqueles que se chamam à salvação, os quais, dizem eles, que possuem o livre-arbítrio para decidirem se querem ou não ser salvos, se querem ou não ser participantes da nova vida que Cristo oferece. A verdade é que enfatizamos aquilo que Cristo realizou nada além do que houvesse sido determinado desde a eternidade pela Trindade, e que Jesus concluiu com pleno êxito a obra que o Pai havia lhe designado cumprir. É fato que os homens não poderão jamais fazer com que a vontade soberana de Deus se manifeste de acordo com seus caprichos e reações pessoais. Deus é Senhor, e sua vontade soberana será cumprida de qualquer maneira, quer seja na humanidade ou no cosmos. Se Deus fosse movido pelos caprichos dos homens, haveria a possibilidade de que seu plano eterno consumado na obra salvífica de Jesus fosse invalidado pela vontade humana (já que poderíamos por nossa vontade aceitar ou negar à salvação – aqui a salvação seria possível para todos, mas não seria certa para ninguém) e no final ninguém seria salvo. Defendemos de acordo com a fé bíblica e reformada que a salvação é certa para os eleitos de Deus.

Outra colocação dos indivíduos que não aceitam tal posição bíblica acerca da expiação limitada (o sacrifício de Cristo foi em prol apenas dos eleitos) é que tal doutrina solapa a evangelização. Se Deus têm seus eleitos porque devemos evangelizar?  A Bíblia abarca duas funções principais, que são reveladas por meio de sua pregação, são elas: Gerar fé no coração dos eleitos (“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação. pela Palavra de Cristo” – Rm 10.17) e trazer julgamento para aqueles que não creram em sua pregação (“No dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu Evangelho” – Rm 2.16). Portanto, cremos e ensinamos que a expiação realizada por Cristo deve ser proclamada aos homens, afinal de contas não sabemos àqueles que são eleitos, isto, é um segredo pertencente somente a Deus. Os eleitos ouvirão a pregação do Evangelho e serão conduzidos a crer em Cristo pelo Pai. Porém, nós que somos homens não sabemos quem são os eleitos, portanto, nos é cabível pregar a mensagem do Reino a todos que compõem a humanidade “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Devemos pregar a todos embora saibamos que nem todos responderão ao Evangelho. Enfim, a pregação do Evangelho cumpre suas funções principais de julgar e conduzir a salvação aos eleitos.

“A expiação que Cristo realizou na cruz foi concreta e eficaz. Não foi uma expiação hipotética. Foi uma expiação genuína. Ele não ofereceu uma expiação hipotética em favor dos pecados de seu povo. Os pecados deles foram expiados. Cristo não fez uma expiação hipotética em favor de nossos pecados. Ele aplacou realmente a ira de Deus para conosco” (R.C. Sproul).

Contemplamos na oração sacerdotal de Jesus em João 17, que o mesmo não orou pelo mundo, mas por aqueles que o Pai o havia dado e os que o haveria de dar no decorrer dos séculos. Cristo não ourou em favor de todos, mas  a favor de um grupo específico de pessoas, ou seja, de seus eleitos.

“Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, ele reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti... eles... verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. É por eles que eu rogo” (Jo 17.6-9a).

Cristo veio para dar sua vida por suas ovelhas. Jesus morreu por seu povo escolhido, e nesta oração o mesmo deixa bem claro por quem ele se sacrificou. Jesus foi a expiação perpétua e eficaz por todos aqueles em favor dos quais ele tencionou que fosse propícia.

A certeza da salvação é algo que está patente aos eleitos de Deus. Se você puser sua confiança na morte de Cristo para a sua redenção e crer no senhor Jesus Cristo, pode assegurar-se de que a expiação que Jesus realizou através de sua obra salvífica foi realizada por você. Mais do que qualquer outra coisa, isso resolverá para você a questão do mistério da eleição de Deus. Porém se você não for um eleito, você pode até mostrar para os homens inicialmente uma vida de piedade, mas a árvore é conhecida por seus frutos, portanto, os não eleitos não conseguirão mostrar frutos dignos de arrependimento. Afinal as ovelhas de Cristo ovem sua voz, o entendem, o seguem, o obedecem e perseveram até o fim, pois desfrutam do novo nascimento.

Finalizamos este artigo asseverando que desde a eternidade, Deus determinou que redimiria e escolheria para si um povo, e aquilo que Deus projetou realizar Ele o fez por meio da obra salvífica de seu Filho. Amém.
Soli Deo Gloria!
Pr. Narciso Montoto

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