quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Do Natal ao Ano Novo – Uma Mensagem de Boas Novas e Esperança.



Natal

A priori queremos dar graças ao Natal, não enfocaremos acerca de sua data no que diz respeito a períodos anteriores ao cristianismo, já que é sabido pela história que 25 de dezembro era uma data adotada por povos pagãos que tinha por objetivo memorar o nascimento anual do deus sol no solstício de inverno, mas tomaremos por enfoque o Natal como o nascimento de Jesus Cristo e a data 25 de dezembro como uma apropriação cristã para comemorar o nascimento do Salvador.

O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura. Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade”. (Lucas 2.10-14)

É um fato histórico que Jesus deva ter nascido por volta dos meses de março ou abril. Porém, não tendo um dia certo para que fosse comemorado o nascimento de Cristo, por volta do terceiro século após seu nascimento foi decidido pelos cristãos adotar o dia 25 de dezembro como uma data propícia para memorar o milagre da encarnação. 

Para nós cristãos é uma data especial, devemos deixar de lado alguns ícones que surgiram ao longo dos anos como, por exemplo: Papai Noel, árvores de Natal, luzes de diversas cores dentre muitas outras coisas. Tudo isto muitas vezes nos faz perder o verdadeiro significado do Natal, significado este que repousa nas boas novas de Deus a seu povo, pois com o nascimento de Jesus foi revivida a esperança para àqueles que jaziam em trevas.

Natal é uma época na qual os cristãos se confraternizam com seus familiares e irmãos em Cristo, onde os mesmos se jubilam pela vinda de seu Salvador, é um momento agradável onde o amor e sentimentos fraternais se evidenciam mais acentuadamente entre os cristãos e porque não dizer entre a os homens como um todo. Também não deixa de ser um momento de reflexão onde recordamos que se não fosse pelo Deus encarnado, a saber, Jesus Cristo, não poderíamos jamais ser considerado Povo de Deus. 

Portanto, o dia de Natal nos recorda das boas novas de Deus para a humanidade, o Salvador nasceu, e este Salvador se esvaziou de si mesmo para dar vida àqueles que se encontravam mortos pelo pecado. Cultive o amor de Jesus Cristo não apenas no Natal, mas em todos os dias do ano, este é o verdadeiro sentido do natal Cristão, levar as boas novas de Deus a todos os homens. 

Ano Novo

Todo ano tem um fim e um começo, o ano é marcado por dias e existe um fim determinado para ele de acordo com o calendário que seguimos que é o dia 31 de dezembro. Porém, o dia 31 de dezembro é marcado por grande expectativa por grande parte da humanidade, vemos festas por todos os lados, festas de governos, festas de empresas, festas de amigos, festas de familiares, dentro muitos outros tipos. 

Tais festas possuem o propósito de darem boas vindas ao ano que se inicia a partir das zero hora do dia 01 de janeiro. É um período de comemoração intensa e de confraternizações entre as pessoas, onde a humanidade esquece por alguns instantes suas diferenças. Muitos pagam promessas, enquanto outros fazem promessas que pretendem realizar no ano que se inicia, porque almejam um melhor ano para suas vidas.

A chegada de um novo ano traz perspectivas novas para cada indivíduo, em geral perspectivas de melhoria de vida, todos desejam dias melhores. As pessoas renovam suas esperanças e recobram animo para começarem a sonhar novamente, esta é a expectativa que o novo ano traz para a humanidade. 

Que possamos realmente mudar nossas atitudes no novo ano que se inicia, é nosso dever fazer o possível para transformar nossa vida não apenas financeiramente, mas também, amorosamente, profissionalmente, intelectualmente, espiritualmente e etc. Que possamos nos agarrar a esperança de mudança e realização que o novo ano traz, e que não venhamos nos olvidar que os homens fazem planos, mas que a concretização de tais planos é realizada por Jesus Cristo segundo o beneplácito de sua vontade soberana.

FELIZ NATAL E ANO NOVO A TODOS, SÃO OS VOTOS DA MISSÃO TEOLOGAR.

Soli Deo Gloria!
Narciso Montoto.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A Universalidade da Igreja Invisível: Desfacelando Paradigmas Denominacionais.




Como indivíduos, muitas vezes percebemos a Igreja como a instituição física a qual vemos e participamos, porém, não podemos resumir a noiva de Cristo a estas instituições, pois a verdadeira Igreja do Senhor é composta por todos os eleitos ou cristãos, como queiram chamar, de todos os tempos. Diante disto trataremos acerca da Igreja invisível de Cristo, Igreja esta que não está presa a nenhuma instituição humana, pois pertence a Cristo não havendo espaços para contendas e dissenções entre as mesmas.

Durante séculos temos contemplado discrepâncias não apenas teológicas, mas, sobretudo no modo de lidar com outras instituições cristãs autênticas que não sejam as suas próprias. Não precisamos ir muito além aos anais da humanidade, em pleno século XXI contatamos a enorme desunião existente entre igrejas que se denominam genuinamente evangélicas. Tais Igrejas não conseguem abrir mão de seus inúmeros preceitos humanos, que, diga-se de passagem, “são fruto de seus próprios conceitos”, em prol de algo maior, a saber, o reino de Deus. Os mesmos não conseguem vislumbrar que todos somos um só corpo e que pertencemos a Cristo. Muitas instituições religiosas evangélicas se olvidaram do caráter universal e invisível da Noiva do Cordeiro, muito disto se deve ao fato de que muitos lideres passaram a capitalizar a fé, portanto o que se tem valor não é mais unir forças para fazer o Reino de Deus crescer, mas apenas seus próprios desejos e anseios. Infelizmente, perdemos a noção de unidade cristã.

Não queremos de forma alguma unificar todas as instituições evangélicas, muito menos fazer com que tais instituições percam suas características doutrinárias e pessoais, entendemos que o reino de Deus é compostos por diversidades tanto culturais quanto intelectuais, porém não podemos nos esquecer que todos nós independentemente da denominação a que pertencemos fazemos parte do corpo de Cristo e como tal devemos nos unir em prol do Reino de Deus, possuindo assim não apenas cooperação mútua mas também comunhão.

A Igreja esta fundamentada na pedra angular que é Jesus Cristo, Ele é a sua Cabeça, ou seja, seu Líder maior. Muitas vezes ficamos presos por nossas crenças pessoais, pelo ensino que recebemos de nossos lideres e instituições e acabamos por não perceber que existem mais aspectos que nos unem do que aspectos que nos separam. 

Fazer parte de uma denominação é possuir uma identidade, é assumir certas posturas que corroborem com o credo que você segue, mas isto não pode servir de empecilho para o intercâmbio com outras denominações distintas da sua. Um dos principais preceitos do cristianismo é a comunhão entre irmãos e quando não existe isso a Igreja fica fragmentada perdendo muito do seu potencial, pois como já diz o provérbio de Salomão “o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” (Eclesiastes 4.12).

É este espírito de união e comunhão que deve, de uma vez por todas, quebrar paradigmas denominacionais, somos um só povo, o povo escolhido de Deus. Apesar das diferenças devemos nos amar como Cristo nos amou e cooperar em certos momentos para que possamos glorificar o nome de Deus juntos. Devemos lançar mão da compreensão uns para com os outros, lutando assim para que o Reino de Deus prospere na terra de forma digna e salutar.

Recordemos que na Nova Jerusalém não existirão placas denominacionais, mas sim, a Igreja invisível e imaculada do Cordeiro de Deus, a saber, Jesus Cristo. É nosso dever vislumbramos o futuro e tentarmos realizá-lo em nosso presente, que não venhamos mais ficar apegados ao denominacionalismo, mas que possamos nos apegar a Cristo resgatando a noção de unidade que deve existir em nosso meio.

A união faz a força, e unidos podemos mais. Temos por missão pregar o evangelho sendo sal e luz para os que estão em trevas, portanto devemos começar a transformar nossa mentalidade e resgatarmos o espírito que havia na Igreja em seu princípio. Todos somos irmãos, somos servos de Cristo, todos possuímos a comissão de fazer discípulos e acima de tudo possuímos o dever de amar a Deus acima de todas as coisas e o dever de amar o próximo como a nós mesmos. Quebre os paradigmas e comece a fazer parte da verdadeira Igreja, a saber, a Igreja Invisível de Cristo Jesus.

Soli Deo Glória!
Pr. Narciso Montoto.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A Imutabilidade Divina ante a Mutabilidade Humana.


É notável para os cristãos perceberem que o Deus a quem servem é imutável em todos os aspectos principalmente quando diz respeito a Sua fidelidade para com suas promessas. Doravante, não podemos jamais comparar o ser divino com a humanidade, já que diferentemente de Deus os homens mudam constantemente suas atitudes, ideologias e promessas, pois o mesmo depende de uma série de fatores sejam eles internos ou externos para tomarem suas decisões.

Então, o que poderemos tratar acerca da imutabilidade Divina ante a mutabilidade e inconstância do ser humano?

Em primeiro lugar devemos definir o que é imutabilidade, segundo Wayne Gruden: “Deus é imutável em seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas”. Este é o ser divino, Ele não pode negar-se a si mesmo, pois Deus não depende de absolutamente nada, a não ser Dele próprio, para tomar e cumprir suas decisões. Poderíamos citar enes textos bíblicos que demonstram as variações emocionais, intelectuais e morais dos homens principalmente daqueles que fizeram e continuam a fazer parte do povo de Deus, como por exemplo, a murmuração do povo de Israel a Deus mesmo depois de o Senhor os ter livrado do Egito e feito muitos milagres em seu meio. Também poderíamos citar os pecados de Davi mesmo diante da misericórdia e cuidado que Deus tinha sobre ele. É aí que percebemos que mesmo diante da variação dos seres humanos Deus mostra seu amor através da sua imutabilidade permanecendo o mesmo.

O apóstolo Tiago (irmão de Jesus) traduz muito bem este aspecto divino quando em sua epístola nos descreve o seguinte: Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Tiago trata acerca da perseverança e da fé, mostrando que mesmo diante da inconstância dos homens Deus continuará abençoando a humanidade com suas dádivas, distribuindo no presente e no futuro seus dons excelentes, pois não existe Nele mudança nem sombra de variação.

Em outro texto o apóstolo Paulo diz o seguinte: se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo (2ª Timóteo 2.13). Paulo mostra-nos uma realidade inefável de que Deus é totalmente fiel aos seus propósitos eternos, pois Ele não está preso a nossa fidelidade ou infidelidade, se o negarmos Ele nos negará, se o confessarmos com fé Ele nos aceitará, isto é algo estabelecido por Deus, portanto o Senhor não poderá ir de encontro contra sua determinação e palavra, já que Ele não pode negar-se a si mesmo.

O teólogo holandês Herman Bavinck observou o seguinte: “A doutrina da imutabilidade de Deus á da mais relevante importância para a religião cristã. O contraste entre ser e vir a ser denota a diferença entre o Criador e a criação. Toda criação está continuamente vindo a ser, ela é mutável e vive em constante azáfama, buscando repouso e satisfação em Deus, pois somente o Senhor é puro Ser e não criatura que veio a ser”. Certamente aí se encontra a diferença entre Deus e os homens, é por isto que o Senhor é imutável em seu ser (Ele é o Criador e não a criatura), enquanto a humanidade é mutável em sua natureza mortal e finita.

Se Deus não fosse imutável, então todo o fundamento da nossa fé ficaria em ruínas, como disse Wayne Grudem: “Nossa fé, esperança e conhecimento dependem, em última análise, de um ser infinitamente digno de confiança – e este ser chamamos de Deus, pois o mesmo é eternamente imutável em seu ser, em suas perfeições, em seus propósitos e em suas promessas”. Como cristãos devemos exultar todos os dias por servimos ao Deus criador dos céus e terra, devemos glorificar seu santo nome, pois Ele diferentemente de nós não está preso à influência do tempo, espaço, a fatores emocionais e psicológicos como nós. Tudo isto nos leva a uma confiança inabalável no Senhor Jesus Cristo ao sabermos que ele jamais mudará no que concerne aos seus propósitos e promessas eternas para o seu povo. 

Anime sua fé e esperança em Deus, saiba que Ele sempre está disposto a nos perdoar derramando sobre nós o seu amor inefável, confie Nele, pois diferentemente dos homens em geral o Senhor jamais irá lhe decepcionar, já que Ele é fiel e vela para cumprir sobre sua palavra. Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?.

Soli Deo Glória!
Narciso Montoto.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Incomparável Graça Divina em Contraposição ao Pecado: Uma Análise de Romanos 5.12-21 - Parte II.


Na primeira parte deste artigo podemos contemplar um pouco da discrepância existente entre a desobediência de Adão e a obediência de Jesus Cristo o homem perfeito. Podemos perceber também o quanto o apóstolo Paulo tentou por meio de sua epístola aos Romanos incutir em nossas mentes que não há a mínima comparação entre a vida e obra de Adão para com a vida e obra salvífica de Cristo.

(Nesta última parte do artigo trataremos os versículos 16 a 21 do capítulo 5 de Romanos).


O versículo dezesseis diz: Também não é assim o dom como a ofensa, que veio por um só que pecou; porque o juízo veio, na verdade, de uma só ofensa para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Perceba que para Paulo o dom da justificação é totalmente diferente da ofensa que desencadeou o pecado. Primeiro o apóstolo faz questão de ligar o pecado a Adão, já que, não podemos dissociar Adão de seu ato pecaminoso. Através do pecado de um só toda humanidade passou a viver no pecado, sendo condenada desta forma como injusta diante de Deus e recebendo como consequência de sua condenação a morte. O dom gratuito referido por Paulo diz respeito ao dom outorgado por Deus ao seu povo, a saber, a justificação dos pecados, já que, o dom gratuito visa a justificação. Na última parte deste versículo contemplamos um notável paralelo, pois por meio de uma única ofensa veio condenação para toda humanidade e por meio de muitas ofensas Deus trouxe justificação para o seu povo escolhido. Enquanto o julgamento de todos levou em consideração uma única ofensa, o dom gratuito de Deus levou em conta as muitas ofensas, portanto, percebemos o quanto a graça é magnífica, já que, ela leva em conta as muitas transgressões. Paulo, portanto, demonstra que o julgamento procede de um para muitos, enquanto a graça superabunda em favor de muitos mediante um único homem, a saber, Jesus Cristo.

No verso dezessete Paulo retrata o seguinte: Porque, se pela ofensa de um só, a morte veio a reinar por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Neste verso o apóstolo procura expor o contraste existente entre o reino da morte que veio por meio de Adão e o reino da vida instaurado através de Cristo Jesus. A ênfase de Paulo aqui diz respeito ao domínio abundante da vida como algo conquistado pela graça divina e estabelecido eternamente pela justificação. Percebemos também que somos os recipientes desta graça doada por Deus através de Cristo, como seu povo escolhido segundo John Murray “somos beneficiários passivos tanto da graça divina tanto do dom gratuito em sua plenitude transbordante” (Comentário de Romanos, pp. 224). Na última parte deste verso o apóstolo Paulo procura clarear aos seus leitores a ideia do relacionamento existente entre Cristo e seu povo que diferentemente de Adão e sua prole desfrutaram do reino da vida tanto no presente quanto no futuro. Paulo procura incutir uma mentalidade de certeza e confiança em Deus de que reinaremos em vida para sempre e este reinado com cristo se consumará plenamente no futuro.

O versículo dezoito descreve: Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio à graça sobre todos os homens para justificação e vida. Vemos neste versículo um pequeno resumo do que Paulo descreveu até então, aqui o apóstolo descreve em termos claros a analogia entre Cristo e Adão e suas subsequentes consequências. No que concerne à ofensa de Adão, o apóstolo Paulo têm em mente indubitavelmente a atitude de Adão em comer o fruto proibido, tal atitude foi o motivo central para a condenação de todos os homens (e este pecado particular serviu para trazer o juízo condenatório de Deus sobre toda humanidade). Na sequência do verso Paulo novamente contrasta a atitude de Adão com a de Cristo, pois através de um único ato de justiça Jesus trouxe graça ao seu povo, é evidente que este ato de justiça diz respeito à retidão e obediência de Cristo a Deus em todos os aspectos de sua vida, sendo isto o alicerce que proporciona a justificação divina que dá a vida. Doravante, não devemos ter em mente que Paulo neste verso defende o universalismo, pelo contrário, devemos perceber que a expressão “todos os homens” manifesta certa restrição em acordo com o contexto e com outros textos bíblicos, em momento algum o apóstolo possuiu o objetivo de determinar a quantidade numérica dos que são condenados ou justificados, o seu real objetivo era demonstrar segundo John Murray “a analogia existente entre o caminho da condenação e o da justificação” (Comentário de Romanos, pp. 230). Concluímos, portanto, que Paulo tinha em cogitação que todos quantos estão ou foram condenados, e isto serve para todos que compõem a raça humana, estão condenados pela única ofensa de Adão; e todos quantos foram justificados, o faram unicamente pela justiça de Cristo. 

O versículo dezenove descreve: Porque, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um, muitos serão constituídos justos. Por meio deste verso Paulo confirma e elucida o verso anterior. É óbvio que na primeira parte do verso Paulo nos informa que o pecado de Adão tornou-se o pecado de toda humanidade por meio da solidariedade pecaminosa que é patente a todo ser humano e tal solidariedade nos torna participantes da condenação e da morte. Já, a última parte do verso deixa claro que por meio da obediência de Cristo que teve seu ápice na cruz do calvário, o seu povo, a saber, os seus escolhidos puderam ser justificados tornando-se homens e mulheres justos em Cristo Jesus.

Paulo finaliza seu pensamento nos versos vinte a vinte um: Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou à graça; para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. Ao citar a Lei mosaica Paulo procura enfatizar o caráter temporário da mesma, portanto devemos compreender que a lei mosaica não era contrária à graça divina. A lei possuía um objetivo claro que servia de forma coordenada para julgar o pecado e exaltar a graça salvadora. Portanto, o real propósito da Lei mosaica era o de aumentar a ofensa de modo que o pecado pudesse se multiplicar, pois a Lei trouxe o conhecimento dos pecados aos homens, e os mesmos como descendentes de Adão continuarão a violar as leis expressas de Deus, fazendo abundar desta forma o pecado (Romanos 7.8-13). Paulo também faz questão de enfatizar que quanto mais a transgressão se multiplica, maior se torna a graça que se trona evidente por meio da justificação. A última parte do versículo vinte está em íntima comunhão com o verso vinte e um, os mesmos formam a conclusão do apóstolo, definindo assim, o propósito pelo qual a graça superabundou o pecado, este propósito é o de tornar possível para o povo justificado por Cristo à vida eterna com Deus.

Através deste artigo tomamos consciência do quanto à graça divina gerada pela obra salvífica de Cristo sobrepuja em muito o pecado gerado pela desobediência de nosso progenitor, a saber, Adão. Verdadeiramente é incomparável a justificação de Cristo para com a condenação firmada pela anarquia de Adão, ele trouxe morte à humanidade enquanto Cristo providenciou a vida eterna a todos quantos creem em seu nome.
Soli Deo Glória!
Pr. Narciso Montoto.

Pages - Menu

Flickr