domingo, 11 de dezembro de 2011

Resgatando a Humanidade Perdida.

Introdução

Um dos fatores essenciais causados pelo pecado é sem dúvida alguma a perca da sensibilidade humana. Tal sensibilidade é a marca da verdadeira humanidade. Tal marca foi perdendo seu lugar gradativamente na vida humana à ponto de Deus ter se arrependido de haver feito o homem capítulo 6 de Gênesis. Mas nem o Dilúvio seguido de uma nova descendência que provinha de Noé conseguiram extirpar da raça humana o pecado que fez ficar inativa a sensibilidade humana de seu convívio.

Milhares de anos em trevas

A falta de sensibilidade no ser humano causada pelo pecado trouxe consequências terríveis para toda a criação de Deus. Os homens não se preocupavam mais com o seu próximo, pois estavam ocupados demais com seus próprios desejos e projetos, não importando se para isto fosse necessário destruir outros indivíduos.

Esta falta de sensibilidade, ou seja, de amor ao próximo, nos explica o porquê de incontáveis guerras que a humanidade trava desde seu principio. Guerras por territórios, por vaidades, por orgulho, por poder. Guerras em nome do sagrado. Guerras em nome do Amor. Enfim, todas as guerras são expressões da falta de sensibilidade humana.


Por milhares de anos a humanidade viveu assim, já que, se preocupava consigo mesma, não tendo tempo suficiente para preocupar-se com as outras pessoas.


Luz em meio às trevas
É em meio a um cenário de desolação que Cristo aparece, o mesmo Cristo que desde o princípio demonstra uma preocupação imensurável em resgatar a humanidade perdida na vida de seus discípulos. Vemos tal preocupação de Jesus tanto em seus sermões quanto em seus milagres. As atitudes de Jesus destoavam em muito com as atitudes das pessoas de seu tempo, tomemos, por exemplo, a cura de um cego: Enquanto as multidões e muitos de seus discípulos afastavam aquele cego e mendigo, mandando com que ele se calasse e se retirasse Jesus mandou ele se aproximar para que Ele o Cristo o curasse.

As multidões olharam para aquele cego como alguém desprovido de posses, como alguém abandonado por Deus, como alguém indigno de aproximar-se de Jesus. Cristo olhou para aquele cego e mendigo como alguém que necessitava de atenção, como alguém que necessitava de uma palavra de ânimo, pois Cristo não olhava para a aparência, mas para o individuo como um todo.


Cristo como a Luz que veio ao mundo teve por missão resgatar a sensibilidade humana na vida de seus discípulos os ensinando a colocarem os anseios do próximo acima dos seus.


Uma dura realidade

Passados dois mil anos de fundação do cristianismo parece que nada mudou com relação à sensibilidade humana, principalmente na vida daqueles que se dizem seguidores de Jesus. Temos visto países que se dizem cristãos operam suas guerras contra países desprovidos de tal poderio bélico. Vemos e vivemos em um mundo onde as desigualdades sociais tomam patamares terríveis. E o que nós cristãos temos feito para mudar a realidade deste mundo que jaz em trevas? Muitos responderão dizendo que não podem fazer nada.

Não é preciso fazer muito para começar a mudar o mundo em que vivemos, já que, são nas mínimas coisas que Deus revela seu poder. Vivemos dias onde a indiferença impera. Quantos de nós já passamos frente a um mendigo e fingimos que nem o vemos? Quantos de nós cristãos já paramos para tal mendigo e dissemos a ele que não tínhamos dinheiro, mas que tínhamos uma palavra de vida eterna para ele?


Observe que é apenas uma mudança de atitude.


Que possamos resgatar os princípios deixados por Jesus para seus seguidores, seja um agente de Deus, dê lugar a sensibilidade humana em sua vida e ajude assim a vivermos em um mundo melhor.


Pastor Narciso Montoto.

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